De acordo com números ontem divulgados pela SECEX/MDIC, o total embarcado no mês somou 298.376 toneladas, resultado que correspondeu a uma retração de 10,4% sobre o mês anterior e de 9,5% sobre o mesmo mês do ano passado.
À primeira vista, esse resultado apenas reflete o estágio atual das exportações brasileiras visto que, à exceção de um ou outro produto, a maioria dos itens exportados registrou decréscimo no mês. A realidade, porém, é que os embarques do período foram prejudicados pelas fortes chuvas que atingiram o Sul do País.
Acompanhando a queda no volume, houve regressão, também, no preço médio. O valor alcançado no mês – US$1.515,86 – retrocedeu apenas 2,4% em relação ao mês anterior. Mas a queda em relação a outubro de 2014 chega agora aos 22%, fazendo com que o preço alcançado atinja não apenas o menor nível do ano ou dos últimos 12 meses, mas dos últimos 77 meses. Ou seja: abaixo do preço atual, só o de junho de 2009, mês em que a tonelada da carne de frango in natura exportada pelo Brasil foi negociada por US$1.436,75.
Caindo volume e preço médio cai, também, a receita cambial. Neste caso, o valor atingido – US$452,296 milhões – recuou cerca de 12,5% em relação ao mês anterior e perto de 30% em relação a outubro de 2014. É o terceiro pior resultado de 2015, superando apenas a receita do bimestre inicial do ano.