Boi/Cepea: exportação volta a superar 100 mil t/mês e ajuda a sustentar alta da carne no Brasil
Publicado em 04/11/2015 16h52

Boi/Cepea: exportação volta a superar 100 mil t/mês e ajuda a sustentar alta da carne no Brasil

As exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem em ritmo de recuperação. Em outubro, o volume embarcado subiu pelo segundo mês consecutivo, atingindo 108,6 mil toneladas, a maior quantidade deste ano – a última vez que as vendas mensais superaram 100 mil toneladas foi em dezembro/14.
Por: Bloomberg

Em receita, os R$ 1,75 bilhão obtidos no mês passado representaram novo recorde, considerando-se toda a série histórica da Secex, superando em 3% o montante de setembro/15 e em 26% o de outubro/14.

O preço médio da carne bovina in natura exportada foi de R$ 16.077,36/t em outubro (ou de US$ 4.143,65/t), 9,4% abaixo da média de setembro/15, mas expressivos 31,5% a mais que em outubro/14.

No acumulado do ano, mesmo com o volume exportado 14% menor que igual período de 2014, a receita tem sido puxada pela desvalorização do Real e está 11% maior. Foram exportadas 875,3 mil toneladas de janeiro a outubro e recebidos R$ 12,4 bilhões.

O bom desempenho dos embarques reduz a oferta de carne no mercado brasileiro e sustenta o movimento de alta dos preços. A média da carcaça casada de boi no atacado da Grande São Paulo, em outubro, foi de R$ 9,70/kg, o segundo maior valor real deste ano (corrigidos pelo IGP-DI de setembro), abaixo apenas do de abril, de R$ 9,90/kg.

Movimentos da semana – Nos últimos dias, a oferta de animais seguiu limitada, resultando em novos reajustes no valor da arroba, principalmente para lotes maiores. A saída de compradores chegou a pressionar levemente as cotações em alguns dias, mas os patamares seguem firmes.

Nessa terça-feira, 3, o Indicador do boi gordo ESALQ/BM&FBovespa (estado de São Paulo) fechou a R$ 148,32, ligeiramente acima da média de outubro, de R$ 147,51; no acumulado do mês passado, o Indicador acumulou alta de 2,5%.

O Indicador ESALQ/BM&FBovespa do bezerro (Mato Grosso do Sul, animal nelore, de 8 a 12 meses) subiu 3,5% em sete dias e 2,6% no mês passado, a R$ 1.317,87 na terça. Em SP, os aumentos foram de 0,2% e de 1%, respectivamente, a R$ 1.359,75.

No mercado atacadista da carne com osso da Grande São Paulo, a carcaça casada bovina se valorizou ligeiro 0,2% entre 27 de outubro e 3 de novembro, a R$ 9,70/kg na terça. No acumulado de outubro, o produto se valorizou 1,4%. O preço do traseiro subiu 0,6% em sete dias e 2,5% no mês, a R$ 11,54/kg no dia 3. A ponta de agulha se valorizou 1,4% na semana e 0,5% no balanço de outubro, a 8,15/kg na terça. Já para o dianteiro, as variações foram negativas em 0,9% e 0,6%, a R$ 7,95/kg. Por sua vez, o preço da carcaça casada de vaca se manteve estável no balanço de outubro, encerrando o mês a 9,29/kg – preços à vista.

Entre as carnes substitutas, o frango resfriado se desvalorizou ligeiro 0,4% de 27 de outubro a 3 de novembro, a R$ 4,02/kg na terça-feira. Para a carcaça comum suína, a baixa foi de 1,5%, a R$ 6,05/kg – ambos no atacado da Grande SP. No balanço de outubro, as quedas são de 1,5% e 2,5%, respectivamente.