“Montamos 30 armadilhas com o objetivo de capturar o adulto da Helicoverpa. Uma única armadilha apanhou mais de sete mariposas numa só noite. É um resultado preocupante”, alerta Afonso Venzel, administrador técnico da Ihara. O estado do Paraná já sofreu com infestações de Helicoverpa armigera em 2013 e 2014.
Segundo relato do pesquisador Carlos Marcelo, do IMA/MT (Instituto Mato-grossense do Algodão), assim que as primeiras mariposas forem detectadas nas armadilhas, é recomendado fazer uma inspeção no campo para verificar a presença de ovos. Caso eles sejam encontrados a indicação é iniciar as aplicações dos produtos. Isso se faz necessário para efetuar um controle nos estágios iniciais das lagartas, com melhor eficácia e sem causar prejuízo para o agricultor.
De acordo com o responsável pelo departamento técnico da cooperativa, Jocinei Vieira, os danos causados pela lagarta nos anos anteriores serviram para conscientizar os mais de 500 agricultores cooperados: “A verificação do plantio começou há mais de um mês. Monitoramos a olho toda a safra periodicamente, mas as armadilhas têm mais eficácia porque pegam os adultos e a partir daí podemos pulverizar e evitar a eclosão dos ovos da lagarta”.