O presidente da Argentina, Mauricio Macri, lamentou no último sábado (19/12) "os anos de conflitos desnecessários," com o setor agrário e considerou que o campo é o "grande motor" do país.
"Viemos de anos de conflitos desnecessários, inúteis, diria até estúpidos entre um governo e este setor tão pujante. E chegou a hora, finalmente, na qual todos sejamos uma grande equipe", declarou o presidente em um ato com produtores rurais na província de Corrientes.
"Todas as reformas, todos os anúncios que fizemos nestes últimos dias, têm a ver com o que nos preocupa, começando pelo pequeno produtor", acrescentou, em referência à decisão de reduzir os impostos sobre as exportações agrárias, uma medida informada esta semana.
Além disso, Macri considerou que é "importante que ao esforço, à dedicação" dos trabalhadores rurais argentinos também se some o compromisso dos "empresários e grandes produtores".
Nos quase dez dias de Macri no comando do governo argentino, as medidas referentes ao campo foram uma prioridade.
Na segunda-feira passada (14/12), como uma das primeiras decisões da nova Administração, o presidente da Argentina anunciou que os impostos às exportações de soja, o principal cultivo da Argentina, cairiam de 35% para 30%.
Por sua vez, a exportação de carne, de cereais como trigo, cevada, milho e girassol e de outros cultivos regionais, entre eles erva-mate, algodão e cana-de-açúcar, passou do atual encargo de 15% para estar isenta de retenções.